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preservamemoria

O blog pretende divulgar e disseminar um pouco sobre preservação e memória.

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Biblioteca Nacional como espaço da Preservação da Memória

Considerada pela UNESCO como a sétima maior biblioteca nacional do mundo e, também, é a maior biblioteca da América Latina. Entre suas várias responsabilidades incluem-se a de preservar, atualizar e divulgar uma coleção com mais de oito milhões de peças, que teve início com a chegada da Real Biblioteca de Portugal ao Brasil e cresce constantemente, a partir de doações, aquisições e com o depósito legal. Entre os objetos que deveriam acompanhar a família real em sua viagem para o brasil estavam os caixotes de livros e documentos da Real Biblioteca da Ajuda, de Lisboa, com um acervo de cerca de 60 mil peças. Na pressa, os caixotes ficaram abandonados no porto e só em 1810 começaram a ser transferidas para o Brasil. Com o acervo novamente reunido, D. João fundou a Real Biblioteca Nacional. Até 1814, apenas os estudiosos podiam consultar a biblioteca e, mesmo assim, mediante autorização régia. Depois dessa data, o acesso foi liberado ao público. Hoje chamada Fundação Biblioteca Nacional, e que em seu acervo possui uma diversidade de documentos e manuscritos do Brasil Colonial, alguns dos quais disponibilizados em formato digital. Atualmente a capacidade de armazenamento da Biblioteca Nacional é de três milhões de volumes. O acervo é constituído, também, por seções de “Obras Raras e Valiosas”, “Braille”, “Áudio-Visual e Mapoteca. O crescimento do acervo dessa biblioteca em diferentes suportes de informação se deve à responsabilidade do depósito legal, instituído pelo Decreto nº 1.825, de 20 de dezembro de 1907 (BRASIL, 1907), segundo o qual toda publicação brasileira deve ter um exemplar enviado a essa biblioteca para fins de preservação da memória bibliográfica. Entendo o papel da Biblioteca Nacional na preservação do patrimônio bibliográfico brasileiro, com o investimento em tecnologia digital e a capitação de verbas de importantes agências de fomento cultural como a Petrobrás, é de se preocupar, por exemplo, a situação das bibliotecas de menor porte, em especial aquelas situadas nos estados e nos municípios das regiões menos abastadas do Brasil, onde faltam inclusive recursos humanos para atuar na preservação de sua memória escrita, seja ela científica ou literária. Pois, muito embora se reconheça a necessidade de preservar esses bens culturais, poucos ainda são os governos que investem em ações dedicadas à manutenção de sua própria memória